Rota do Românico no Vale do Sousa
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Rota do Românico no Vale do Sousa

A Rota do Românico nos transporta para a época da fundação de Portugal e nos mostra a importância do território delineado pelos vales dos rios Sousa, Douro e Tâmega, da nobreza e das ordens religiosas. A expansão da arquitetura românica, pela região norte do país, coincidiu com o tempo da reconquista cristã e, foi no vale do rio Sousa que, a partir dos centros do Porto, Coimbra e Lisboa, que tudo começou, estendendo-se até aos outros dois vales dos rios.

A Rota do Românico do Vale do Sousa passa por 19 monumentos, iniciando no Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, em Felgueiras, e terminando no Memorial da Ermida, em Penafiel, passando também pelas pequenas cidades de Lousada, Paços de Ferreira e Paredes. No entanto, aconselho a alterar a ordem da rota, iniciando em Lousada, no Centro de Interpretação do Românico. Aqui, além de pegar a credencial da Rota do Românico, poderá ter acesso a informações mais aprofundadas sobre a rota e o que simboliza cada monumento.

 

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Rota do Românico no Vale do Sousa: roteiro, dicas e informações

Como chegar no Vale do Sousa

O Vale do Sousa está pretíssima da cidade do Porto. Menos de 20 km e já estamos tropeçando num monumento do românico. Por isso, se não há possibilidade de fazer a rota, em dias seguidos, é perfeitamente possível fazer bate e volta, em dias distintos.

A melhor forma é o carro, pois muitos dos monumentos estão mais afastados do centro da cidade, como é o caso do Mosteiro de São Salvador de Sousa. Mas, dependendo da disponibilidade de tempo e das condições físicas, há sempre a possibilidade de fazer a rota a pé ou de bicicleta. Há percursos sinalizados e a paisagem não desaponta!

Quando ir

Obviamente, o outono e a primavera possuem temperaturas mais agradáveis para realizar a Rota do Românico, mas o inverno e o verão também tem o seu charme. Nos dias mais frios e até chuvoso, a paisagem acaba ficando mais bucólica e por isso, é preferível visitar os mosteiros e as igrejas. Quando há sol, lá fora, torna-se mais agradável para visitar as pontes e as torres medievais. Todo dia é dia de começar ou continuar a rota!
 

Quanto tempo

O tempo ideal, para fazer a Rota do Românico do Vale do Sousa completa e ainda visitar outros monumentos, nas proximidades, é de três dias. Lembre-se que, além de contabilizar o tempo de visita nos 19 monumentos, ainda há o tempo de deslocamento e as pausas para almoço e lanches. Outro ponto a ser lembrado: a Rota do Românico não é uma corrida e sim, uma experiência que nos leva a regressar ao passado e descobrir histórias, lendas e curiosidades a respeito da fundação de Portugal. Muito do que se descobre, não está publicado nos livros.

 

Onde ficar no Vale do Sousa

Apesar as cidades, inseridas na Rota do Românico, serem de pequena dimensão. Há uma série de hotéis, casas de turismo rural, alojamento local, Airbnb e até hostel para ficar. Alguns, até estão relacionados com a rota e a sua história, como é o caso do Solar Egas Moniz , em Penafiel ou da  Casa do Valxisto Country House, na aldeia de Quintandona.

 

Roteiro do Vale do Sousa

Lousada

1 – Ponte da Veiga
A ponte de um só arco, simples e despretensiosa, no meio da paisagem rural de Lousada une as margens do rio Sousa entre os lugares de Rio e Cachada. Acredita-se que a ponte, de travessia gótica, tenha sido construída na primeira metade do século XV por ordem dos monges do Mosteiro de Pombeiro.


2 – Torre de Vilar

Possivelmente construída entre a segunda metade do século XIII e o início do século XIV, a Torre de Vilar, com 14 metros de altura é um símbolo do poder senhorial sobre o território e constitui um testemunho da existência da domus fortis, a residência senhorial fortificada, na região do Vale do Sousa.


3 – Ponte de Vilela

Composta por quatro arcos de volta perfeita, com características técnicas e estilo arquitetônico semelhante às pontes da época medieval, a Ponte de Vilela foi construída com a função de facilitar o acesso entre Vilela e os lugares de Vilar de Nuste e de Cartão- Acredita-se que ponte tenha sido construída no século XIII.


4 – Igreja de Santa maria de Meinedo

A maioria das igrejas românicas são de pequena dimensão, com apenas uma nave única e cabeceira retangular. A Igreja de Santa Maria de Meinedo não é exceção! Pequena, mas nem por isso menos interessante. Enquanto o exterior instiga o imaginário, através de estátuas icónicas do românico como as estátuas de Adão e Eva nus, o cachorro, uma pipa de vinho… o interior impressa com um singelo altar em talha dourada e a imagem de Nossa Senhora de Meinedo, conhecida também como Nossa Senhora das Neves. O apelido vem, de um período em que Meinedo ficou surpreendentemente tomada por neve, algo que não nada comum na região.


5 – Ponte de Espindo

A Ponte de Espindo, de difícil datação, possui uma técnica de arquitetura semelhante a uma ponte medieval. Sua construção estratégica foi responsável por facilitar a passagem sobre o rio Sousa, estabelecendo a ligação viária entre os lugares de Bustelo (Penafiel) e de Boim (Lousada).


6 – Igreja do Salvador de Aveleda

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Paços de Ferreira

7 – Mosteiro de São Pedro de Ferreira
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O que visitar nas proximidades:

  • Citania de Sanfins

 

Felgueiras

8 – Igreja de Santa Maria de Airães
Em breve…


9 – Igreja de Salvador de União

Em breve…


10 – Igreja de São Mamede de Vila Verde

Em breve…


11 – Igreja de São Vicente de Sousa

Em breve…


12 – Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

Em breve…


O que visitar nas proximidades:

  • Casa de Pão de Ló de Margarida
  • Santuário de Santa Quiteria
  • Vila Romana de Sandim
  • Bordados Hearts
  • Ponte Romana do Arco em Vila Fria
  • Monte de Santa Quitéria
  • Quinta da Palmeirinha

 

Paredes

13 – Capela da Senhora de Piedade da Quintã
Localizada no meio da paisagem rural, estima-se que a Capela da Senhora de Piedade da Quintã terá sido construída entre os séculos XIII e XIV. Aparentemente simples e pequena, mas cheia de significados. Basta direcionar os olhos para o teto e ver muitos elementos que anunciam o gótico, como por exemplo, os cachorros na proa.


14 – Mosteiro de São Pedro de Cête

Naturalmente, o Mosteiro de São Pedro de Cête impressiona pela sua dimensão. Mas é no interior que nos deparamos com vestígios fatos incríveis. Por exemplo, os túmulos de D. Gonçalo Oveques, fundador do Mosteiro e do abade D. Estêvão Anes, que esteve à frente do Mosteiro entre 1278 e 1323. E, numa das paredes, vemos uma pintura de São Sebastião, provavelmente feita em meados de 1500.

Alguns pesquisadores supõem que, São Sebastião teria sido um dos santos mais populares de Portugal na idade média, muito pela devoção que lhe atribuíam à cura de epidemias e, como protetor das videiras, no caso da epidemia da filoxera, uma doença que atacava as vinhas naquela época.


15 – Ermida da Nossa Senhora do Vale

Dedicada à Nossa Senhora do Vale, a ermida representa a importância dos interesses agrícolas da população. A construção de pequenas ermidas está, habitualmente, associada à devoção e aos itinerários de santidade, revividos nas festas e romarias populares. No seu interior, há vestígios de pinturas do período medieval. Mal passa pela porta… e os olhos vão em direção do altar, onde estão os anjos músicos. Quando é que imaginou entrar numa capelinha e ver, vestígios tão antigo, quanto do século XVI, hem?


16 – Torre do Castelo de Aguiar de Sousa

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17 – Torre dos Alcoforados

Em breve…
 

Penafiel

18 – Mosteiro do Salvador Paço de Sousa
Considerado um dos testemunhos mais emblemático da arquitetura românica, o Mosteiro do Salvado Paço de Sousa, restaurado recentemente, foi cabeça de um couto doado pelo conde D. Henrique, pai de D. Afonso Henriques – o primeiro Rei de Portugal. Mosteiro, na época medieval, foi um dos mais afamados mosteiros beneditinos, com ligação a uma importante família do Entre-Douro-e-Minho, da qual descende Egas Moniz – um dos homens mais honrados, em Portugal e tutor de D. Afonso Henriques.

Por falar em Egas, o seu túmulo, instalado no interior do mosteiro é considerado uma das mais belas peças da escultura românica nacional. Nela estão esculpidas cenas da sua vida, como o episódio da ida até Toledo, sua morte e a cerimônia fúnebre.


19 – Memorial da Ermida

Se for, de carro, muito depressa… é capaz de passar pelo Memorial da Ermida e nem vê-la. Não porque é pequena, mas sim porque está escondida, numa pracinha. Sua explicação, na minha opinião, é um pouquinho complexa. Segundo os pesquisadores o Memorial da Ermida corresponde a um tipo de monumento do qual só restam seis exemplares em Portugal. Mas o que isso significa? Bem… para descobrir, o melhor é fazer uma visita guiada 😉


O que visitar nas proximidades:

  • Quintandona
  • Museu da Broa
  • Castro de Monte Mozinho
  • Museu municipal de Penafiel
  • Quinta da Aveleda

 

💡Dicas e informações:

– É necessário agendar as visitas aos monumentos da Rota do Românico com antecedência de, pelo menos, 48 horas. Sempre que puder, faça a visita guiada! O entendimento sobre os monumentos e a sua importância na história da fundação de Portugal ganha outra dimensão!

– As visitas podem ser agendadas pelo email rotadoromanico@valsousa.pt.
 

Nós na Rota do Românico

Com o objetivo de promover a Rota do Românico, uma experiência turística fora do óbvio, vamos regressar nos séculos da história de Portugal e viajar para explorar novos pontos do norte do país.

“Nós na Rota do Românico”, é um projeto inteiramente produzido pelos blogs “Aqueles que viajam” e “O Porto encanta”, com o apoio da Rota do Românico.
 

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